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pra começar a semana esticando os braços, dando aquele grito e ganhando aquele gás pra fazer as ideias saíre da cabeça e virem ao mundo, de verdade.
good morning, my dear! oh, yeah!
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Parei o carro na porta de casa, desliguei o motor e o barulho do teu avião no céu continuou. Um rio de águas limpas corria na porta de casa, liguei a TV e o teu avião continuava no céu, te levando pra outro rio, agora sem barulho de motor que me alcançasse. Mas tu, que me alcançou e que me trouxe do emaranhado de barulhos internos, tu sabes que estamos sempre conosco, no silêncio do chão da sala de casa, no barulho do motor do nosso carro, no sorriso barulhento das crianças, nas corridas noturnas nas avenidas de São Luís à noite, no meu choro besta agora de saudade que vai passar num pulo, porque a gente sabe, baby,
que nós somos e estamos conosco
o tempo todo
e todo esse tempo
que chamo de todo
vem e vai
junto com a gente
onde e quando
a gente estiver.
Deus também sabe e é por tudo isso mesmo que o nosso tempo simplesmente é só o presente que Deus nos dá,
todo santo dia.
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“O mundo todo é como um circo. Quando olhamos para um punhado de areia e vemos mais do que areia, vemos um mistério. O circo do Doutor Lao estará lá.”
Doutor Lao.

Durante muitas tardes, esse filme fez todo mundo lá de casa ficar junto na frente da TV, de perna pro ar, naquela tensão, esperando aparecer a Medusa e principalmente Pan, com pé de cabra, chifre e a flauta que despertou o desejo numa viúva pudica de uma conservadora e hipócrita comunidade do Arizona (Abalone).
O Doutor Lao é um chinês de 7.322 anos (como ele mesmo alega) que faz com os habitantes da cidade enxerguem seus defeitos e procurem melhorar (se bem me lembro, era assim), como aconteceu com a mulher (frígida) que visita a barraca do Pan e com uma velha teimosa que não acredita na “lenda” da Medusa, olha diretamente para ela e vira pedra.

Você nunca viu esse filme?
Outras atrações do circo são um velho cego adivinho (Apolônio), o Abominável Homem das Neves, Merlin O Mágico e a serpente gigante. Junto com o próprio Doutor Lao, dá sete personagens.
A gente sabe que todas as atrações na verdade são o velho, mas o pessoal da cidade, claro, não sabe.
O filme metia medo em algumas partes, mas a gente gostava era disso. E tem umas lições de moral que, às vezes, eu tenho certeza, a gente lembra.
Foi lançado em 1964, dirigido por George Pal, um cara da Hungria que dirigiu e animou um monte de coisa (como Guerra dos Mundos, de 1953).
Deve ter tudo desse filme por aí.
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“(…)
pois ver-se-á povo levantar-se contra povo e reino contra reino; e haverá pestes, fomes e tremores de terra em diversos lugares — todas essas coisas serão apenas o começo das dores.”
(S. Mateus, 24:6 a 8.)
“(…)
— não desça aquele que estiver no telhado, para levar de sua casa qualquer coisa; — e não volte para apanhar suas roupas aquele que estiver no campo. — Mas, ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando nesses dias. — Pedi a Deus que a vossa fuga não se dê durante o inverno, nem em dia de sábado — porquanto a aflição desse tempo será tão grande, como ainda não houve igual desde o começo do mundo até o presente e como nunca mais haverá. — E se esses dias não fossem abreviados, nenhum homem se salvaria; mas esses dias serão abreviados em favor dos eleitos.”
(S. Mateus, 24:15 a 22.)
“(…)
Digo-vos, em verdade, que esta raça não passará, sem que todas essas coisas se tenham cumprido.”
(S. Mateus, 24:29 a 34.)
“E acontecerá no advento do Filho do homem o que aconteceu ao tempo de Noé — pois, como nos últimos tempos antes do dilúvio, os homens comiam e bebiam, se casavam e casavam seus filhos, até ao dia em que Noé entrou na arca; — e assim como eles não conheceram o momento do dilúvio, senão quando este sobreveio e arrebatou toda a gente, assim também será no advento do Filho do homem.
(S. Mateus, 24:37 a 39.)
“Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, mas somente o Pai.”
(S. Marcos, 13:32.)
“Meu filho, diz que quando o mundo acabar mesmo, ninguém, mas ninguém vai saber a hora…”
Ceumar do Espírito Santo (mi madre).
But if you wanna leave, take good care…
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ANIVERSÁRIO DE ANA BEATRIX na segunda 10 do 8
Cortei meu dedo no ukelele de Aninha, minha sobrinha. Ela fez 3 anos e ganhou uma barbie bailarina e Felipe ganhou uma vara de pescar, uns peixes e tubarões coloridos. Ele faz 3 anos 3 de setembro. Os dois sempre ganham presente juntos, ideia de Alê. Os dois são primos e sopraram juntos a vela. O melhor momento da comemoração foi quando Djenane (mãe de Ana, minha irmã) perguntou pra quem é o primeiro pedaço?, e Aninha, sem ninguém dizer nada, disse é pra Felipe, assim, espontaneamente, e Felipe que tava sentado na mesma cadeira que ela, ficou todo faceiro, rindo de boca aberta e olho morto.
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GALLO AZHUU no Under Fest (Domingo 9 do
Luciano Ricardo: “Tem gente que reclama demais. Quantas pessoas têm a chance de tocar na beira da praia? Cara, a gente vai tocar na praia, perto do mar! Nem toda banda pode fazer uma coisa dessas!”
Adnon e Denis têm um entrosamento pulsante de duas pessoas maduras e conscientes de cada música e suas intenções.
Luciano é um ás da guitarra. É vibrante. Ele também sabe cantar e tocar bateria e piano. Luciano sabe fazer música.
Cada canção executada pela Gallo Azhuu é como se a banda entrasse num túnel em espiral elíptica mas o fim dessa viagem não é pra baixo, é uma elipse aparente que, ao final de cada música, puxa pra cima. Faz que a gente queira mais e melhor. Queremos que quem nos escute tenha a mesma sensação.
O setlist do Under Fest foi Miss Heavy, Cabelo, Árvore, Antimatéria, Vermelho e Eu Não Existo. Foi o melhor setlist em 4 apresentações da Gallo Azhuu.
Agora o trabalho vai entrar em fase de gravação. Espero que façamos o melhor disco de rock. Com a bênção de nosso esforço positivo. Sob a supervisão e incentivo de duas forças do rock, verdadeiros guias: Chuck Berry e Bon Scott. Hail hail, rock’n’roll!
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Não há nada melhor que um bom e velho rock”n’roll!
Quem deseja de forma recalcada a volta da ditadura e da tropicália pode até dizer o contrário.
Eu digo que não importa.
É só sentir o sangue subindo pra face e a vontade de se mexer porque tu sente que tá vivo e tem muita coisa mais pra se importar além de política anacrônica e antisemitismo musical brasileiro.
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“Ramblin Rose” pra minha sobrinha linda Ana Beatrix.
Três anos hoje. Muito amor, como diz a música, quanto mais se alimenta, mais cresce.
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Reza Rasgada
as outras cores do céu
o céu verdadeiro
que a idade me mostrar
com a espada que eu forjar
como a espada varar véus
desde o elemento mais duro
que a espada me rasgar
pra nascer-me então puro

para alê e s’antônio
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Hoje é a colação de grau de Alê, minha psicóloga.
Hoje é dia do amigo.
Uma música pra vocês de quem estou falando. Porque tem coisa que não se explica.
Alê. Com muito amor e carinhos mesmo.
Ceumar e Armando (meus pais).
Meus sobrinhos.
Denis. Com fé e alegria.
Marcito. Saudade e sapiência.
Luciano. Vontade e segurança.
Barata. Paciência e respiração.
Adnon. Pela busca e pelo encontro do som perfeito.
Djenane, Djanira e Peterson. Meus irmãos.
Abraços e beijos pra todo mundo. Tem muita estrada ainda.
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Chutei pra quebrar o parabrisa do carro. Quebrei e saí. Foi difícil correr com as mãos amarradas atrás e minto se digo que fiquei menos agoniado ao logo ver outras pessoas também correndo difícil com as mãos amarradas atrás. Também nuas. Só sabia que era preciso correr, e eu corria. Fazia muito sol e vento e o dia era muito bonito pra um passeio no lago mas na verdade eu não pensei nisso.
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